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Ferias frustradas no Nepal |
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Por Má
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23 de dezembro de 2006 |
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No nosso primeiro dia em Pokhara, praticamente só dormimos, e na hora que acordamos estávamos famintos! Merecíamos comer algo gostoso! E nossa primeira supresa em Pokhara foi perceber que nossa quarto tinha vista para um pico nevado!
A cidade é bem legal, cheia de restaurantes, barzinhos, lojinhas , hotéis e todo tipo de coisa que um viajante pode querer. Fomos comer num restaurante à beira do lago, e lá era muito aconchegante! Mesas ao ar livre, varias arvores, som eletrônico rolando e a vista do lago, cercado de montanhas altas. Além disso a comida era muito gostosa! Ficamos felizes!
De lá voltamos pro quarto, e o Rafa foi conversar com o gerente do hotel a respeito de trekking nas montanhas, que ele estava muito empolgado pra fazer. Eu não estava muito, afinal sou péssima em trilhas e caminhadas, sempre caio, me machuco e esse tipo de coisa.
Enquanto ele conversava com o carinha, eu senti uma urgência incontrolável em ir ao banheiro. É, a diarréia dos viajantes havia me pegado. Em poucas horas fui incontáveis vezes ao banheiro e comecei a me sentir muito mal. Teríamos que esperar um pouco para começar a aventura do trekking... Já esperávamos que mais cedo ou mais tarde isso ia acontecer e estávamos prevenidos. Antes de sairmos de viagem, minha mãe comprou uma lista enorme de remédios que havíamos feito, então temos todo tipo de remédio que precisamos e assim comecei a tomar o antibiótico. O remédio é bem eficaz e logo depois do primeiro comprimido os sintomas vão embora, mas o remédio me deixou meio grogue, então ficamos o dia todo no quarto...
No segundo dia já estava um pouco melhor e fizemos um passeio até um templo hindu no meio do lago. Mas foi bem rápido e o templo nem era muito legal...
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Entre ratos e cabras a caminho do Nepal |
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Por Má
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13 de dezembro de 2006 |
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Depois de uma viagem longa e cansativa chegamos em Delhi mais uma vez. O péssimo ônibus que a gente tinha pegado pra chegar aqui, além de tudo nos deixou no meio do nada, onde só existia uma possibilidade: pegar um rickshaw até a estação de trem de Delhi, onde compraríamos nosso ticket de trem pra Gorakphur, o ponto de onde pegaríamos um ônibus ate a fronteira da Índia com o Nepal.
O ticket foi meio caro mesmo para padrões indianos e isso fez com que a gente acabasse discutindo. Nisso eu saí andando achando que o Rafa estava atrás de mim, mas ele não estava. Na verdade, ele nem tinha percebido que eu já estava indo em direção ao hotel onde passaríamos a noite. Dessa forma acabamos nos perdendo um do outro, num dos piores lugares possíveis em Delhi pra isso. Fiquei muito assustada na hora que eu não vi o Rafa atrás de mim. Naquela multidão de gente seria impossível encontra-lo e eu nem sabia se ele já tinha ido pro hotel ou não. Comecei a procura-lo, mas sem querer demonstrar pra o pessoal que fica rondando a estação que eu tinha me perdido de alguém.
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Uma das mais sagradas cidades da India |
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Por Má
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10 de dezembro de 2006 |
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Nossa próxima parada foi a cidade de Haridwar, uma das mais sagradas cidades no mundo hindu. Ao chegarmos nossa primeira impressão não foi nada boa, tanto que decidimos ficar num hotel o mais próximo possível das estações de ônibus e de trem, que apesar de ser um pouco mais caro nos pouparia de andar com todas nossas coisas por uma cidade cheia, suja, muito pobre, lotada de vacas e pedintes por todo lado.
Deixamos nossas coisas no hotel e fomos em direção a um templo que para chegar é necessário pegar um bondinho por ficar no alto da colina. Nada mal, achamos! Afinal numa das cidades mais sagradas da índia, um templo no alto da colina deve ser muito bonito e especial... Decidimos ir a pé, afinal a cidade é bem pequena e não gostamos muito de pegar os rickshaws com pessoas pedalando pra gente.
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A nossa experiencia espiritual em Rishkesh |
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Por Má
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09 de dezembro de 2006 |
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Hoje foi um dia especial. Talvez um dos mais especiais da viagem. Acordamos, tomamos um café da manha gostoso (como todos por aqui - com direito a lassi (iogurte batido) com frutas e também granola e uns pães gostosos e fomos direito pra uma outra parte da cidade, de onde sairia nosso RAFTING NO GANGES! Isso mesmo! Um rafting no rio mais sagrado da índia!
A primeira vista pode parecer meio nojento, afinal o Ganges que todos conhecemos é o rio onde são jogados os corpos, com pessoas tomando banho e bebendo a mesma água...
Acontece que o nosso rafting não foi nessa região, mas sim aqui no alto, bem perto de onde nasce o rio no himalaya então a água é bem limpa.
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Entre vacas e yogis: A mae Ganga! |
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Por Má
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07 de dezembro de 2006 |
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Depois de alguns dias bem calmos e relaxantes em Dhramsala, decidimos ir pra a capital do Yoga: Rishkesh! Estávamos super animados com a idéia de ficar uma semana em reclusão, estudando meditação, filosofia, técnicas de respiração e é claro muitas aulas de yoga, que nós dois gostamos...
A viagem no onibus "deluxe" para turistas foi bem tranqüila. De lá, após a típica confusão pra descobrir onde pegaríamos o ônibus pra continuar a viagem rumo a Rishkesh, enfim chegamos! Pegamos um rickshaw (agora já bem mais malandros com o enxame de motoristas que se aproximam quando chega um ônibus de turistas) e fomos direto para a parte da cidade onde ficam os "arshams"que são os complexos onde os estudantes não só ficam hospedados, mas também podem ter todas as refeições por lá e também as aulas dadas por um guru, que é o fundador (ou seguidor do fundador)do lugar. A principio ficamos num hotel para pesquisarmos em qual arsham gostaríamos de passar uma semana e nossa procura foi um pouco frustrante. O isolamento que acreditávamos que teríamos, assim como uma imersão nesse mundo espiritual não era na verdade bem assim. Lugares que mais pareciam hotéis bem simples e sem água quente, com algumas aulas soltas de yoga vendidas num "pacotão" ou individualmente foi o máximo que conseguimos encontrar. A impressão de que era tudo muito turístico nos desanimou em gastar nossos dias com algo que estava bem longe de nos proporcionar uma experiência.
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