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| Ping Pong e outros esportes noturnos... |
| Por Má | |
| 11 de fevereiro de 2007 | |
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Os dias em Bangkok estavam incrivelmente quentes e normalmente eu passo muito mal com o calor, e hoje foi isso que aconteceu. Acabamos ficando no quarto descansando, mas a noite quando já estava mais fresco decidimos sair. Hoje nosso passeio seria totalmente não convencional, iríamos para Pat Phong, o bairro dos famosos gogo-bars com shows "exóticos". A maioria desses shows consiste em garotas que fazem truques com a vagina. Eu sei que é bizarro, mas somos curiosos e justamente por isso decidimos ir. Esses shows são conhecidos como "Ping Pong Shows" pelo que essas garotas conseguem fazer com a bolinha de ping pong, mas não só isso. Mas vamos ao passeio: pegamos um táxi em direção ao lugar e chegando lá percebemos se tratar de um lugar meio bizarro, cheio de japoneses ricos em busca de prostitutas tailandesas. Justamente por isso existem vários restaurantes japoneses e como desde o Brasil não comíamos num japa começamos a considerar jantar por lá. Uma coisa engraçada é que bem perto do "bairro da luz vermelha" existe uma grande feira de bugigangas em que ao mesmo tempo em que são oferecidos os tais de Ping Pong shows em menus, também tem criança andando e comprando jogo de videogame. Como o motivo que nos levou pra lá eram os shows, não quisemos perder tempo na feirinha... Estávamos procurando um lugar pra comer comida japonesa e na hora que passamos na frente de um restaurante, tínhamos certeza que seria lá! Não era um restaurante normal, estava mais pra fast food, mas o que era incrível era como o restaurante funcionava. Podia-se comer a vontade por 5 dólares, mas o mais incrível era como se comia. As pessoas podiam escolher entre sentar no balcão ou em mesas, até aí normal. O incrível era a esteira rolante com pratinhos com porções individuais de todo tipo de comida japonesa imaginável. Essa esteira era a mesma para todo o restaurante e circulava nos balcões e entre as mesas. Além disso no lugar onde a gente sentava tinha um tipo de água fervente onde podíamos cozinhar nossa própria comida. Também tinha bebida inclusa e até sorvete de sobremesa.Estávamos até meio bobos com tanta sofisticação hi-tech para comer comida japonesa, mas ao mesmo tempo não fazíamos a menor idéia do que era a maioria dos pratos (que não tem no Brasil) nem de como prepara-los. Não sabíamos nem mesmo quais eram os para comer cru e os que deveríamos cozinhar. Até tentamos olhar nas mesas dos lados, mas não deu certo. Mesmo assim depois de uns 30 minutos nossa pilha de pratinhos estava gigante e nossa barriga bem cheia! Agora era a hora do show. Era difícil escolher em que bar entrar, e acabamos entrando em um aleatoriamente. O cara que estava na porta disse que só precisávamos comprar uma cerveja e o show não seria cobrado. Entramos no lugar e subitamente a atmosfera ficou mais pesada. Um lugar muito escuro e cheio de fumaça com um palco no meio cheio de tailandesas zuadas peladas dançando, não era bem o que a gente estava esperando. Mesmo assim sentamos e compramos a cerveja. As meninas pareciam estar bem entediadas e eram bem feias. As strippers ficavam falando com o Rafa bem perto dele, pedindo pra ele pagar bebida pra elas, mesmo comigo do lado dele. De repente chegam dois travecos enormes com uma plaquinha escrito que o show custava mais uma grana e que a gente tinha que pagar. Ficamos putos com aquilo, tínhamos sido enganados! Não queríamos ficar mas ao mesmo tempo estávamos assustados por que aqueles travecos eram bem intimidadores e mal encarados. Conseguimos sair do lugar com o coração saindo pela boca. Pelo menos tínhamos pegado nossas cervejas. Bem decepcionados não sabíamos o que fazer. Queríamos ver o show, até por que naquele primeiro lugar vimos menos de 5 minutos uma garota bem gorda pegar umas argolas com uma pinça e só. Achamos um McDonalds e fomos tomar um sorvete e pensar qual seria a estratégia pra ver um show. Fomos dar uma volta e conhecemos um americano que morava em Bangkok e que nos desestimulou a ir. Disse que poderia ser perigoso, por que a maioria dos bares ficava no primeiro andar, justamente pra eles poderem te tacar lá de cima escada abaixo caso você não concordasse em pagar o preço que eles pedissem. Não queríamos desistir e antes de entrarmos num bar que dizia não ter taxas escondidas, na porta deixamos bem claro que pagaríamos apenas uma cerveja cada e nada mais. Eles concordaram e entramos. Esse clube tinha a mesma atmosfera ruim do outro, talvez ainda pior por ser mais brega e menor. As meninas dançando eram feias e algumas não eram nem mulheres de verdade. Os shows aconteciam de vez em quando e na maior parte do tempo essas garotas dançavam bem mal. Algumas estavam totalmente peladas, algumas de peito de fora e outra de biquíni, e as musicas, pelo amor de deus, sofrível! Tava difícil de agüentar. Pra ter uma idéia era um pop eletrônico tailandês quase infantil, nada sensual, assim como as garotas. Chegamos a ouvir até mesmo uma versão de "Festa no Apê"em tailandês. Os shows foram engraçados. Uma hora a garota fumava um cigarro com a vagina, outra hora tiravam umas florzinhas lá de dentro, outra hora lançavam dardos e acertavam as bexigas que a outra segurava no alto. Na hora em que entraram mais pessoas no bar de forma que houvesse mais de 6 pessoas no bar, foi hora do grande show: uma coreografia ridícula que me lembrava as que eu fazia quando era criança, ou seja nada sexy. Elas seguravam velas acesas e deixavam a cera pingar no corpo, primeiro na perna, depois no peito e por final na língua!! Devia estar doendo pra caramba e elas tinham que ficar cuspindo a cera no chão! Nos seguramos pra não rir e depois desse show de horror decidimos ir embora com a certeza de que o restaurante japonês tinha sido a coisa mais legal da noite. |
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