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Saímos do aeroporto, e como a Má já bem contou, nossa entrada não foi tão triunfal assim. Tudo muito confuso, comer no carro, abastecer sem ajuda de ninguém, placas em francês, ansiedade acumulada em 3 dias de vôos. Acertar o caminho pra entrada tão esperada pelo Arco do Triunfo, só por um milagre. E ele não veio. Mas tudo bem, pelo menos não batemos o carro, nem bateram na gente, pelo menos no primeiro dia não... Descobrimos de cara que seguir as placas (em francês) não ia ajudar muito. Abrimos o note. Ligamos o Ms Auto Route, que é um software que traça as rotas e começamos a nos aventurar pela cidade! E quanto mais chegava perto do centro (turístico), cada errada no caminho nos trazia mais surpresas. Monumentos, palácios, óperas, tudo grandioso e imponente. Passamos na frente do Louvre, da Torre... e no final do Arco também. A gente tava tão cansado que resolvemos ir logo pra casa do Diego (sem saber como chegar lá). Ansiedade agora subindo cada vez mais, com a bateria do note se esvaindo e nada de chegar a casa do Diego. Cada erro, a Má coitada tinha que traçar uma nova rota com o nome da rua (errada) que a gente tava... uma confusão. Uma (s) hora (s) depois chegamos no nosso destino. Ufa!! Isso foi no primeiro dia...
No segundo, dormimos e muito! Jet lag, sono atrasado, tudo junto!! Um dia perdido necessário. Lá pelas 18h saímos (de carro) pra fazer compras com o Diego e a namorada dele, a Aretha, carioca da gema. O Diego estudou comigo na Unicamp, veio pra cá no começo do terceiro ano e ta aqui ainda. É QUASE um local. Fomos (de carro) pra um supermercado bem barato (o mais). Ficamos meio bobos de tanta coisa diferente que tem pra comprar... e tudo muito barato. Menos carne. Carne aqui é ruim e caríssima! Optamos pelos queijos, azeite, yogurtes, brioches (pão), azeitonas, maças verdes e sucos de caixa. Os locais foram ensinando o caminho. Daí a gente ia pra uma loja de moveis tipo uma Etna, num centrinho comercial lá “perto”. Foi ai que a grande jornada começou hehe Depois de parar umas 5 vezes pra pedir informação, pegar a auto-estrada errado 2 vezes, e passar pelo mesmo caminho umas 3 vezes, e quase 1 hora depois conseguimos!! Claro que quem pediu informação não fui eu nem Má. Aqui ninguém fala inglês! (isso vai ser o assunto do próximo post que eu vou deixar pra Má)
O terceiro dia começou com grandes esperanças (no car). O que você faria em Paris se tivesse só um dia? Anda, anda, anda até a gastar a sola. No nosso caso, acrescentamos uns degraus a mais. Subimos a torre a pé até o segundo andar. Dizem que Paris de cima da torre não tem graça nenhuma porque não dá pra ver a própria torre. Não concordamos! E como tava frio... andamos mais e mais e tudo é romântico, lindo e exagerado. E parece que ficou parado no tempo... assitimos até um comecinho de uma missa na Notre Dame, tenho que confessar, adoramos! No final do dia não nos perdemos nenhuma vez. Lembre que a gente ficou o dia todo a pé e voltamos de metro e trem... chegamos tão cansados da longa caminhada que fomos direto pra cama e só acordamos hoje, bem cedo. E quem nos conhece sabe que pra isso acontecer tem que ser por um ÓTIMO motivo...
O quarto dia começou já meio tenso. Nos planejamos pra comprar um GPS na Sta Efigênia de Paris (Rue Montgallet). Tenso porque decidimos ir de carro. A esperança era poder voltar já usando nossa nova aquisição e poder curtir a paisagem. Nos planejamos bem. Traçamos 3 rotas diferentes. A gente tinha vários mapas tb. Desta vez nos perdemos só umas 4 vezes até chegar lá. Mas conseguimos sim, compramos! Mas não deu tempo de instalar não... e a gente teve que voltar no mesmo esquema, com mais umas 3 paradinhas não muito agradáveis, em que Má quase subindo no meu pescoço rogava aos ceus se esse sofrimento ia acabar um dia e finalmente a gente ia poder olhar pela janela do carro e apreciar a bela paris da janela do carro sem ter um ataque do coração a cada esquina. Chegamos na casa do Diego e ele consegui instalar o GPS bluetooth no palm dele. Saímos direto pra Versailles, nós 5, eu, a Má, o Diego, a Aretha e o GPS. Me senti finalmente saindo das trevas. O dia, mesmo chuvoso e frio, tava lindo da janela sim. Com o GPS tudo mudou. Ele nos levou direitinho lá, erramos uma vez o caminho sim, com a segurança de que o nosso companheiro iria prontamente corrigir a nossa falha e nos levar pro bom caminho, nosso destino. Chegamos. Entramos no palácio sim. Exuberante até demais. Dá até raiva de tanto detalhe e decoração. Tudo enorme, melhor, grandioso, assim como Paris. Um pouco chato até eu diria... deu pra sentir o clima da nobreza podre e fútil que reinou esse pais por tanto tempo. Mas os jardins... esses sim valem a viagem. E foi essa que eu tive olhando pro horizonte... isso pra mim foi a visão mais proxima do “paraíso” que se pode ter, daquele jeito que a gente imagina quando é criança. Votamos pra Paris, nós e o GPS. Que coisa boa. Estávamos relaxados, tranqüilos e felizes. Até fizemos as pazes, de uma vez por todas. Rodamos paris ao anoitecer, que é uma coisa que todo mundo devia fazer, pelo menos uma vez na vida. A torre a noite é ainda mais linda. O arco tb. As ruas iluminadas, os palácios, o rio... Paris encanta qualquer um. E de GPS dá pra sentir isso tudo de dentro do carro tb! Amanha é a nossa despedida de Paris. Louvre ai vamos nós...
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